De fato, sempre me acostumei a ser insignificante. Um desdém ao me olhar no espelho. Escrevia histórias tristes em diários esperando que um dia alguém lesse com dó. Na maioria das vezes, gostava de ser amaldiçoada. Era gostoso me conformar com a dor e chorar riachos, por mais que não houvesse um sequer motivo.
Passei por aquela época em que filmes de comédia e romance com final feliz não tinham a mínima graça, não faziam parte do meu repertório. Queria um drama, um drama bem frio! O qual eu pudesse chorar de soluçar e me imaginar no lugar do personagem. Queria músicas barulhentas, trilha sonora perfeita para a tristeza, poder berrar e se mesclar com as distorções de guitarra sem ninguém perceber o meu transtorno. Queria um amor errante, platônico, o qual eu pudesse me cortar com as iniciais do seu nome ao som de Love Hurts do Incubus.
Queria ser o centro dos olhares condoídos, embora quizesse estar embaixo de uma luminária e demonstrar-me segura o tempo todo. Queria que todos me achassem fraca, porém, forte. Eu escrevia meus pontos fracos em diários, e hoje, em um blog.
Gostava de ser criticada, discutir o meu lado, e mostrar que não mudo tão rápido de opnião. E hoje, somente quero que não me vejam superficialmente. O que passou, passou. Existem sorrisos por traz dessa capa preta, acreditem. É difícil achar uma metáfora descritível para o passado e o presente, a vida é totalmente imprevisível. Um contraste.
Matéria na PLAYBOY outubro de 2010
1 ano atrás
Não sermos nós pra nós mesmos é a melhor forma de não estarmos por baixo das nossas próprias percepções do que podemos ser.
ResponderExcluirEu gosto disso.
Alguém diria que é a moda emo tomando conta do seu corpo. Mas eles se contentam com o filme de romance e são infieis a moda que eles diziam ditar.
Parece que é essa angústia roendo por dentro durante um tempo na vida que torna as pessoas extraordinárias um dia.
ResponderExcluirA maioria das pessoas passa por essa fase de incerteza, insegurança, necessidade de afirmação, falta de perpectiva do futuro, flutuação de humor, solidão e aparente contradição de raciocínio.
ResponderExcluirMas no final tudo isso faz parte do processo de crescimento do indivíduo, de modo que o faz se tornar alguém melhor.
No Pain, No Gain!
puta merda, falou por mim, voce me descreveu cara. até a parte do menino que dizia ter medo de falar com vc, só que comigo nao foi no msn, foi pessoalmente mesmo e muitas vezes. mas hoje eu costumo deixar minha máscara em casa e ser quem eu sou sem ter vergonha do que dizem, as vezes é dificil, mas eu sei que é melhor. ja quis pular milhares de vezes também de um prédio, esses dias eu subi no sétimo andar aqui em pinda, vi a cidade toda deu uma vontade imensa de pular, mas seria só uma dor a mais pra quem gosta mesmo de mim, preferi ficar, por medo também de encontrar o que eu nao quero depois de morrer, porque voar deve ser a melhor coisa do mundo. se cuida
ResponderExcluirte amo (L)
Pessoas são assustadoras por natureza. Eu também já passei por isso.
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