sábado, 14 de novembro de 2009

Talvez explique a minha paixão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sei lá.

Queria viver do teatro. Mudar de personagem, de cara, de fala e de índole o tempo todo. Embora literalmente eu não seja uma boa atriz, trapaceio comigo mesma, dando a volta e no final sempre me afogando no mesmo mar de mentiras. Acredito que isso seja consequência do fato de viver no mundo das fantasias. Talvez eu tenha extrapolado quando era menor ao assistir Alice no país das maravilhas, achava mágico demais, e hoje creio que quem a criou deveria ter fumado um baseado antes. Minha mãe diz que sou uma fase há anos, o incrível é que essa fase nunca passa. Admito ter subfases, tenho pequenos delírios momentâneos. Como os tempos em que tinha tara por cabeludos, e hoje acho algo tão last summer; Piratas, ciganas, vampiros, fadas, são os seres que me assombram no lado da inspiração, que estão presentes naqueles sonhos que a gente mesmo inventa. Como diz a Lispector , ‘’Para existir, basta acreditar’’, sagitarianas pensam do mesmo modo. Física quântica? Ou a lei do segredo? É difícil acreditar que apenas o pensamento consegue administrar os fluídos ao nosso redor, mas hoje é tão difícil saber em o que acreditar. Os que querem viajar usam drogas, enquanto viajar na literatura dá muito mais onda e não tem cheiro de câncer, os personagens encarnam e vivem ao seu lado o tempo todo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dispersão

Acredito que não há nada para acreditar.

Acredito que a verdade não existe, logo, o que digo é mentira. E tudo em uma só contradição. Talvez a verdade seja algo totalmente antropológico. Inventado. O que chega perto do senso do real para uns, pode não ser para outros. Portanto, a verdade pode ser algo meramente intocável.


‘’ Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.’’
Clarice Lispector

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

De onde vem a calma

Estou meio naturalista por esses dias.Desde já aviso que tomo banho todos os dias. Acompanhar o ritmo do tempo pra mim é difícil, mesmo sendo sagitariana e operando a mil por hora. Com o atraso das aulas pelo recesso causado pela gripe suína, tive que completar 1 bimestre em mais ou menos 1 mês, e não sou apta a fazer uma prova atrás da outra. E na minha casa não é lá ambiente propício para estudos: uma irmã ouvindo música indiana, irmão violinista, funk do vizinho, uma vizinha screamo (que grita o tempo todo se chamando de escrava, pelo visto ninguém ajuda a pobre coitada dentro de casa), e ficaria até o amanhecer numerando os pontos negativos que interferem na minha necessidade de estudar. Ainda mais quando se trata de uma pessoa nem um pouco concentrada, qualquer barulhinho desvia a minha atenção. E daí, eu descobri um refúgio. Na verdade, nada mais que o meu ''escritório'' a uns 2 anos atrás. Na minha casa tem um bosque, melhor dizendo: um morro. Eu sempre sentava na parte cimentada para tocar violao, até aparecer um lagarto do tamanho de um jacaré e eu nunca mais voltei ao meu recanto. E resolvi desenterrar esse hábito naturalista, percebi o quanto fazia falta refletir e estar só. De cima o céu parecia mais azul, não sentia mais o butano sobre a minha pele. Via minha cadela correndo e brincando com as pedrinhas do jardim. Via minha irmã falando sozinha. A vizinha estendendo roupas no varal. Sem ninguém sequer notar que estavam em um reality show observado por mim. De certo modo, me sentia Deus, o que eu ainda me pergunto se existe. Um pouco de natureza, um gole de literatura para mulherzinhas e indecência de Charlotte Roche. E o que posso dizer, que foi a melhor coisa que tenho feito. Meu momento para respirar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Palavra: Minha dominação sobre o mundo.

Quando tudo parece relativamente triste: escrever. Na perfeição momentânea: escrever. Depósito de nostalgia: escrever. Vômito consolador: escrever.

Preciso despir-me de pensamentos,
é isso o que tento fazer.
Queria que a vida fosse como escrever,
colocar vírgulas nos momentos difíceis
e fermatas nos encantadores e passageiros.
Poder escrever, e apagar.
Poder rascunhar tudo antes de ser consolidado.
Poder voltar atrás, e arrumar as palavras indesejáveis.
Entrar no ângulo de telespectador e assistir de camarote,
vivendo novamente e aprendendo.
Almas poetas, todos nascemos.
Terapia barata, porém, conquistadora.
Vim aqui para exorcizar sentimentos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Alvo dos olhares condoídos

De fato, sempre me acostumei a ser insignificante. Um desdém ao me olhar no espelho. Escrevia histórias tristes em diários esperando que um dia alguém lesse com dó. Na maioria das vezes, gostava de ser amaldiçoada. Era gostoso me conformar com a dor e chorar riachos, por mais que não houvesse um sequer motivo.
Passei por aquela época em que filmes de comédia e romance com final feliz não tinham a mínima graça, não faziam parte do meu repertório. Queria um drama, um drama bem frio! O qual eu pudesse chorar de soluçar e me imaginar no lugar do personagem. Queria músicas barulhentas, trilha sonora perfeita para a tristeza, poder berrar e se mesclar com as distorções de guitarra sem ninguém perceber o meu transtorno. Queria um amor errante, platônico, o qual eu pudesse me cortar com as iniciais do seu nome ao som de Love Hurts do Incubus.
Queria ser o centro dos olhares condoídos, embora quizesse estar embaixo de uma luminária e demonstrar-me segura o tempo todo. Queria que todos me achassem fraca, porém, forte. Eu escrevia meus pontos fracos em diários, e hoje, em um blog.
Gostava de ser criticada, discutir o meu lado, e mostrar que não mudo tão rápido de opnião. E hoje, somente quero que não me vejam superficialmente. O que passou, passou. Uma vez, um menino no msn disse que sempre me via na rua mas tinha medo de falar comigo, talvez pelo meu suposto aspecto de emburrada com a vida, o que na verdade, não passa de uma menina pensativa. Existem sorrisos por traz dessa capa preta, acreditem. É difícil achar uma metáfora descritível para o passado e o presente, a vida é totalmente imprevisível. Um contraste.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

DEPRESSÃO PÓS-BIENAL DO LIVRO

Depois de horas e horas na portaria esperando imprimir os ingressos, fui para o stand da record pegar senha para a tarde de autógrafos com a Meg Cabot. Ela aparecia na parte superior do stand mandando beijinhos com um vestido dourado que nem uma princesinha. Pegar a senha foi tranquilo, esperar a fila enorme para entrar foi um trabalho árduo, até o momento em que a Xuxa passou e a fila foi esvaziando. Trocar Meg Cabot pela xuxa é paia! Mas de certo ponto foi bom, mais 30 minutos e eu já estava lá dentro. Ela me recebeu com um ''hi sweet girl!'' e sorriso de lado a lado.
''ráizza?''
''no no, it's raízza!''
''nice to meet you, raízza!''
Nem deu tempo de sorrir, foi um '' look at there to the picture honey'' e flash na minha cara. Devo ter ficado horrenda na foto, a qual será publicada em algum site por aí. Ela é um amorzinho.


Poderia ser um dia completo, mas tenho uma doença que me faz sempre estar insatisfeita. Queria ter encontrado minha amiga/irmã Rê, e a Mayra Dias Gomes. Como você se sentiria se sua escritora preferida fosse ao mesmo lugar que você e ainda te desse o telefone dela? Mas aí o seu colégio começa de pití para sair cedo querendo ir ao shopping. Literalmente uma merda. Exorcizei minha depressão momentânea com o cartão de crédito da minha mãe, existe investimento melhor que esse? livros a lot. Queria esperar pela chegada do Bernad Cornwell no café literário, mas já perceberam que foi algo meio impossível, né? Fiquei realmente deprimida, por mim nada mais importaria se eu pudesse encontrar a Rê, ou bater um papo com a Mayra. Sabe aquela sensação que o vazio te domina? Preciso de um antibiótico para isso.